As apostas do Ader

Ader é um sujeito que trabalha duro no NFL SA. Como não fazemos mock drafts. Decidimos fazer uma lista de jogadores a serem observados no draft de 2018 com as observações de Ader (introdução de César Augusto).

Quarterback

Josh Rosen (UCLA)

Um grande passador dentro do pocket e leitura da defesa, muita consistência e precisão em seus lançamentos. Seus problemas: pouca movimentação no pocket, longos lançamentos e tem a tendência a forçar lançamentos em situações perigosas.

Wide receiver

James Washington (Oklahoma  State)

É um dos mais velozes atletas de sua posição disponíveis  no draft. Sua extrema habilidade na recepção e grande poder em ganhar jardas após o primeiro contato, ótimo movimento com os pés, controle de corpo e posicionamento.

Running back

Saquon Barkley (Penn State)

Rara flexão e suavidade como atleta, particularmente para um running back de seu tamanho. Alguns movimentos são reminiscentes de Barry Sanders. Tem velocidade  de elite. Tem muito força também. Perspectiva de execução dinâmica.

Offensive guard

Quenton Nelson (Notre Dame)

Guarda excepcionalmente forte e de base ampla com incrível consciência e maldade. Funciona bem no segundo nível e rotineiramente destrói os linebackers. Imenso poder  como bloqueador de corridas. Único problema é quando a jogada é bem executada, ele se perde um pouco.

Defense end

Bradley Chubb (NC State)

Grande e robusto, com movimentos desenvolvidos de pass-rush e mãos pesadas para vencer tackles ofensivos de várias maneiras. Raramente perdeu  o seu lugar quando está do lado de fora. Burst é impressionante pelo seu tamanho. Alguns se dobram ao seu jogo também. Perspectiva limpa e estridente. Com certeza será escolhido entre os 10 primeiros.

Defense tackle

Maurice Hurst (Michigan)

Com sua força, experiente, está pronto para fazer um impacto em sua primeira temporada na liga. Com seus braços longos ele usa frequentemente para passar os linemen. Com uma boa velocidade, persegue o running backs pelo gramado. Será escolhido no primeiro round

Outside linebacker

Roquan Smith (Georgia)

Apesar de ser considerado pequeno, compensa com sua velocidade e capacidade de liderança. Muito bom em ler o ataque adversário e atacar a bola. Para seu melhor desempenho no profissional, tem que melhorar seu trabalho de mãos. Foi nomeado o melhor linebacker da NCAA, recebendo o Butkus Award.

 

Inside Linebacker

Rashaan Evans (Alabama)

Menor e mais compacto do que outros linebackers do Alabama dentro da NFl. Diagnostica rapidamente e ataca a bola. Quadris relativamente fluidos. Movimentos de rotação rápido, desviando dos marcadores e atacando como pass=rusher. Não se sobressai em qualquer área mas raramente está fora de sua posição.

Cornerback

Joshua Jackson (Iowa)

Combinação fantástica de comprimento  e habilidades com a bola que dão crédito e  pensamento que ele tornará um superstar na liga. Quadris flexíveis fazem dele uma arma importante na equipe

Safety

Minkah Fitzpatrick (Alabama)

Alto, comprido e atlético.  Habilidades com bola sólida e capacidade de correr com wideouts. Com excelente cobertura e leitura das jogadas, faz dele um jogador capaz de parar os ataques adversários.  Deve ser um dos primeiros jogadores defensivos selecionados.

Thigh end

Dallas Goedert – South Dakota State

O mais completo da classe. Ótimo bloqueador e melhor ainda como recebedor, muitos falam que ele será o futuro Gronk.  Muito parecido com o jogador do Patriots, Goedert é uma máquina de passes recebidos e pontos.

 

Offense tackle

Mike McGlinchey (Notre Dame)

Bloqueador pronto para a NFL que joga com a técnica correta e raramente está fora de posição. Muita experiência contra os movimentos contrários. Dominante, poderoso run-blocker. Tem problemas contra os rushers de velocidade devido à falta de rapidez dos pés.

Anúncios
Publicado em Draft | Marcado com | Deixe um comentário

O efeito Foles

O Philadelphia Eagles conquistou o Super Bowl 52 contra todas as expectativas de mais uma conquista do New England Patriots sob o comando do quarterback Tom Brady. O QB da Filadélfia como Nick Foles foi o herói de tal jogo por tomar decisões arrojadas apoiadas pelo Head Coach Doug Perdeson junto com a confiança de sua linha ofensiva em um momento crucial da partida.

Mas como um quarterback tido como fracassado ganha um Super Bowl e consegue ser o MVP do jogo?

Os fãs brazucas diziam que Foles era um caso perdido após ser defenestrado do Eagles na tumultuada passagem de Chip Kelly em 2015. Ele não foi bem no Buffalo Bills antes de voltar a Filadélfia como quarterback reserva com um contrato modesto. Mas eis que o destino prega uma peça daquelas na qual não podemos imaginar como a lesão sofrida por Carson Wentz.

Parecia que o Eagles que tinha conquistado seed 1 da pós-temporada poderia ser derrotado contra um Atlanta Falcons ou Minnesota Vikings. Philadelphia foi capaz de derrotar tais franquias jogando em casa usando a torcida e sua linha defensiva que foi excelente ao conter QBs como Matt Ryan e Case Keenum sem sustos e com boas jogadas pensadas por Doug.

Então, pensamos que teremos uma derrota histórica em Minnesota. Mas a história muda de figura quando vem Nick Foles se entregando de corpo e alma. Ele assumiu uma responsabilidade para um quarterback criando jogadas que utilizassem os runnings backs junto com passes áereos como uma forma de avançar no campo adversário com o tempo no pocket.

O Eagles conseguiu avançar no campo do Patriots através de jogadas na terceira descida junto com uma ousadia de Pederson e Foles de usar táticas como passes aéreos longos para marcar touchdowns sempre quando tinham a posse de bola. Ao mesmo tempo que o Patriots tentavam usar a tática de passe curto entre Brady e Gronkowski. Mas a noite de domingo foi de Foles.

Publicado em Eagles, Patriots, SuperBowl | Marcado com | Deixe um comentário

A magia da virada do Patriots não funcionou contra o Eagles

Desta vez, o tempo  acabou para o  Patriots. O Hail Mary  nos segundos finais não chegou  nas mãos de Rob Gronkowski na end zone.

Por uma vez, o time de Bill Belichick ficou sem milagres. Por uma vez, Brady não teve essa última campanha heróica.

Estamos tão acostumados com Brady tirando essas jogadas milagrosas virando o placar no final do jogo. Ficamos tão acostumados com os seus deslumbrantes retornos do Super Bowl.

Com a interceptação de Butler contra o  Seahawks  na linha de gol, ou a maior virada de todos os tempos, tirando  um déficit de 25 pontos para o Falcons no ano passado, foi estranho não ter acontecido novamente, já que a equipe comandada por Belichick perderam por  41 a 33 para o Eagles no Super Bowl LII.

Como de costume, a chance estava lá.

O Patriots primeiro eliminaram um déficit  de 10 pontos para assumir a liderança no quarto período, mas sua defesa simplesmente não conseguiu manter o Super Bowl MVP Nick Foles (28-de-43, 373 jardas, três TDs, INT) sob controle . Ele colocou o Eagles à frente, depois de ter atingido Zach Ertz com o seu terceiro passe de touchdown.

Mas, ainda havia muito tempo no relógio para o Pats para atacar. Devolver a bola para  Brady faltando dois minutos,  é praticamente uma garantia de retomar a liderança do placar.

O quarterback completou 28-de-48 passes por 505 jardas e três touchdowns, teve a bola com 2:21 para o término do tempo regular.

Certamente, pareceu que mais um final de livro de histórias estava para acontecer. Não havia motivo para apostar contra isso. Somente um lance inesperado estava no caminho do time anotar outra vitória .

Depois de bater em Gronk por 8 jardas, Brady recuou para passar, mas foi sacked  pela primeira vez no jogo e teve a bola tirada por Brandon Graham. A bola estava solta e recuperada pelo DE do Eagles Derek Barnett.

A defesa conseguiu segurar os Eagles para um field goal, então os Pats ainda estavam vivos, mas tiveram que ir ao longo do campo para marcar, além de precisarem uma conversão em dois pontos. Faltavam 65 segundos. Brady achou  Danny Amendola, e chegou ao meio do campo, mas o tempo estava esgotando e o QB só tinha uma opção, o Hail Mary.

É realmente impressionante vê-los falhar,  por tudo o que Brady fez, não foi o  suficiente. O Eagles demonstrou toda a sua força e confiança e foram  simplesmente melhores.

A defesa dos Patriots não teve resposta para Foles e o ataque do Eagles. Eles não conseguiram sair do campo, com os Eagles convertendo 10-de-16 oportunidades de terceira descida, incluindo 2-de-4 na red zone.

O Eagles surpreendeu a defesa adversária com jogadas audaciosas, com o TE Trey Burton lançando para  Foles um  touchdown de uma  jarda na quarta descida, enquanto os Patriots perderam o deles. Brady totalmente  não segurou um passe de Amendola.

Em momento algum a equipe do Eagles não sentiu a pressão. Eles não deixaram Brady ganhar o jogo no final.

Não houve milagres desta vez. Eles não tiveram sua mágica de último minuto. Por uma vez, Brady simplesmente não conseguiu entregar.

Qual será o futuro do Patriots? Muitas mudanças virão, novos coordenadores, novos jogadores, o futuro de Brady e Gronk.

Já o Eagles com o retorno de seu QB titular, será um time para ser batido na próxima temporada.

Publicado em Eagles, Patriots, SuperBowl | Deixe um comentário

Cochilei, mas tenho que falar do jogo

Trabalho de redator de blog de futebol americano não tem sido fácil. Ficar de madrugada em frente ao computador para ver os jogos de segunda-feira na temporada regular te esgota fisicamente. Mas isso não quer dizer que não tenha uma opinião sobre a final da NFC entre Minnesota Vikings e Philadelphia Eagles que consagrou da franquia da Filadélfia por 38 a 7.

Quando o qb do Vikings, Case Neenum, fez um passe aéreo para touchdown. Todos pensavam que Minnesota pode fazer um estrago no Lincoln Financial Field. Mas ainda nós duvidamos da capacidade de Nick Foles. Um sujeito que é subestimado por nossos comentaristas brasileiros que não acompanham a mídia americana com o devido respeito.

O placar de 38 a 7 expõe que o Eagles utilizaram bem do efeito jogar em casa enfrentando duas equipes tidas como favoritas como Atlanta Falcons e o Minnesota Vikings porque a bendita imprensa brasileira sempre desconfia de Nick Foles por seu retrospecto da primeira passagem no Eagles em 2014 onde tinha que lidar com as maluquices de Chip Kelly.

Foles mostrou ser um bom jogador que consegue reverter adversidades. Outro fator como a boa linha defensiva que foi capaz de conter os passes longos de Case Neemun junto com outras táticas como não permitir as jogadas curtas de Matt Ryan no divisional round. Isso não se via em Filadélfia desde da saída de Andy Reid e voltou com a ascensão de Doug Paderson.

Enfim, não tenho um favorito em mente para o Super Bowl 52 em Minnesota. Meus coleguinhas de besteiras de Futebol Americano estão apostando até a mãe no Patriots e defendem que o Eagles sejam um eterno ícone de piadas toscas da NFL feita por nossos humoristas de plantão. Mas de garantido, eu não vou cochilar durante o jogo entre New England e Philadelphia.

Publicado em Championship, Eagles, NFC, Vikings | Deixe um comentário

Depois de mais uma virada Patriots está no Super Bowl novamente

O Patriots começou o último quarto perdendo por 20-10 no jogo para decidir quem vai defender a  AFC no Supyr Bowl LII, mas  Tom Brady, o quarterback de 40 anos manteve sua calma e levou os Pats a uma vitória por 24-20 sobre o Jacksonville Jaguars. Teria sido chocante para qualquer outro time, mas não para o time que tem a dupla Bill/Brady.

Com a vitória, Brady vai ao Super Bowl pela oitava vez em sua carreira de 18 anos, e ele estará em busca de seu sexto anel, contra o Eagles em Minnesota.

O jaguar dominou o jogo nos três primeiros quartos e com a saída de uma peça fundamental do seu adversário, Gronkowski, antes do intervalo. Parecia que o jogo estava em seu poder. A defesa parando todo o poder ofensivo da equipe de New England, e o ataque desmontando o sistema defensivo, mesmo assim os fãs do Patriots continuavam otimistas, pois eles confiam em seus líderes em campo.

Com alguns ajustes a equipe voltou para o segundo tempo determinado a virar o jogo, e começaram a neutralizar os ataques da equipe de Jacksonville.

Brady com 12 pontos na mão direita devido uma colisão com Rex Burkhead, terminou completando 26 de 38 passes para 290 jardas e dois touchdowns, ajudando seu time a sobreviver contra uma das melhores defesas da NFL.

Amendola com 84 jardas aéreas; sendo 20 jardas lançadas e 2 touchdowns. Ele foi o nome da partida.

Cooks recebeu para 100 jardas e  no jogo terrestre quase sem sucesso Lewis correu para 34 jardas e um fumble.

Bortles foi quase tão bom, completando 23 de 36 para 293 com um touchdown, mas  Leonard Fournette não teve um bom desempenho nas corridas correu para 76 jardas, foi o ponto baixo da equipe da semana passada.

Bortles e equipe tiveram uma oportunidade de virar o placar no final do tempo regular, mas na quarta descida  Gilmore com um tapa parou o passe certeiro para Westbrook, selando o placar final.

No dia 4 de fevereiro teremos uma batalha de um quarterback experiente contra um que  começou somente três jogos na atual temporada com 537 jardas, cinco touchdowns e duas interceptações, e sem muita experiência em playoffs, mas venceu os dois jogos e uma boa atuação.

Será que Tom Brady com toda sua experiência e talento vencerá, ou o novato em Super Bowl vencerá todo o nervosismo de uma final e derrotar o Patriots?

O que vocês acham? Quem será o vencedor?

 

Publicado em AFC, Championship, Jaguars, Patriots | Deixe um comentário

Sentirei falta do Jon

Em agosto de 2014, meu amigo-xará César e Eu combinamos de escrever os dois jogos da segunda-feira da semana 1 da NFL. Bem, O xará não podia assumir a bucha de escrever pelo resto da temporada. Então, eu decidi assumir a função de escrever o pós-jogo do Monday Night Football no NFL SA na equipe onde eu, Zé Ricardo, João Paulo, Marcelo e Gabriel fazíamos tais funções.

Então, eu ficava de madrugada vendo os jogos do MNF na ESPN americana. Nessa, conheci duas coisas sobre a América: o comentarista Jon Gruden e os comerciais de produtos americanos. Enquanto os meus amigos brasileiros ficavam se digladiando sobre ESPN Brasil e o Esporte Interativo. Eu ficava no camarote aprendendo sobre o esporte e o inglês americano.

Jon Gruden voltou a exercer a função de Head Coach após ser contratado pelo Oakland Raiders para a próxima temporada. Sentirei falta daquele sujeito de fala empolgada que explica as táticas da linha defensiva e ofensiva junto com o seu jeito de conversar com os jogadores, coordenadores e técnicos em seu Chalk Talk ou falar do jogador que poderia brilhar na partida no Gruden Grinder.

Para a nova geração que acompanha o futebol americano recentemente terão o prazer de ver Gruden comandando uma franquia da NFL como Head Coach. Função que exerceu no Raiders e no Tampa Bay Buccaneers. Gruden ganhou o Super Bowl 37 pelo Bucs sendo considerado o mais jovem treinador a atingir tal feito como foi dito pelo site SB Nation.

Meus amigos de NFL sempre me diziam que queriam ver Gruden comandando uma franquia da liga após um longo exílio forçado por causa do emprego de comentarista da ESPN que teve companheiros como Mike Tirico e Sean McDonough ao longo de 9 anos no cargo. Porém, vai ser estranho para mim ver um jogo de segunda-feira sem as análises de Jon Gruden.

Publicado em Crônicas | Marcado com | Deixe um comentário